
Proteção CC · Schneider Electric
Schneider Acti9 C60H-DC 2P 20 A: o disjuntor de corrente contínua do lado das placas, analisado com a conta de cada proteção
Um minidisjuntor feito para corrente contínua, de 500 V em dois polos, que protege e desliga o circuito das placas antes do controlador. Ele resolve um ponto do sistema; os outros dois pedem proteção de corrente bem maior.
nota da análise
Ficha técnica
- Tipo de rede
- corrente contínua (CC)
- Polos
- 2P (2 polos protegidos)
- Corrente nominal (In)
- 20 A a 25 °C
- Curva
- C
- Disparador
- termomagnético
- Tensão de operação nominal (Ue)
- 500 V CC
- Tensão de isolamento (Ui)
- 500 V CC
- Tensão suportável de impulso (Uimp)
- 6 kV
- Capacidade de interrupção Icu (IEC 60947-2)
- 20 kA a 220/250 V CC; 10 kA a 440 V CC; 6 kA a 500 V CC
- Capacidade de serviço Ics
- 75 % de Icu (15 kA a 250 V CC; 7,5 kA a 440 V CC; 4,5 kA a 500 V CC)
- Categoria de uso
- A (IEC 60947-2)
- Apto para seccionamento
- sim, conforme IEC 60947-2
- Normas
- IEC 60947-2 / EN 60947-2
- Durabilidade mecânica
- 20.000 ciclos
- Durabilidade elétrica
- 3.000 ciclos (L/R = 2 ms)
- Largura
- 4 módulos de 9 mm (36 mm)
- Montagem
- trilho DIN 35 mm
- Torque de aperto
- 2,5 N·m
- Temperatura de operação
- -25 °C a 70 °C
- Grau de poluição / categoria de sobretensão
- 3 / IV
- Altitude de operação
- 2.000 m
- Bloqueio
- por cadeado na posição O
- Sinalização
- indicação ligado/desligado (Visitrip)
- Peso
- 0,256 kg
Dados da ficha oficial do fabricante: fonte. Confira a voltagem e a versão no anúncio antes de comprar.
O Schneider Acti9 C60H-DC 2P C20 (código A9N61532) é um minidisjuntor termomagnético para corrente contínua, de 20 A, curva C, dois polos, 500 V CC, com capacidade de interrupção de 10 kA a 440 V CC pela IEC 60947-2. Num sistema solar off-grid, ele fica entre as placas e o controlador de carga: protege o cabo e, principalmente, deixa você desligar as placas para mexer no controlador com segurança. Serve para uma string com corrente de curto (Isc) de até 16 A, como uma placa de 585 W. Ele não serve entre o controlador e a bateria, nem entre a bateria e o inversor: ali a corrente passa de 40 A e chega a mais de 150 A, e a proteção é um fusível ANL ou NH, ou um disjuntor CC de caixa moldada.
Por que disjuntor de corrente contínua é diferente?
Quando um disjuntor abre, os contatos se afastam e a corrente tenta continuar passando pelo ar, formando um arco. Na corrente alternada da tomada, a tensão passa por zero 120 vezes por segundo, e o arco se apaga sozinho numa dessas passagens. Na corrente contínua das placas e da bateria, a tensão nunca passa por zero: o arco se sustenta, derrete os contatos e pode pegar fogo no quadro. O C60H-DC tem câmara de extinção feita para quebrar esse arco, por isso a ficha o declara para "tipo de rede CC" e informa a capacidade de interrupção em volts de corrente contínua. O disjuntor bipolar comum de quadro de casa, marcado em V CA, não tem essa garantia. Confira no corpo a inscrição "C60H-DC" e a tensão em V CC, e siga a marcação de polaridade e o esquema de ligação do produto.
A Schneider declara para ele categoria de uso A, aptidão para seccionamento pela IEC 60947-2, 6 kV de tensão de impulso, 20.000 manobras mecânicas e 3.000 elétricas. Ocupa 36 mm de trilho DIN (4 módulos de 9 mm), aperta com 2,5 N·m e trava com cadeado na posição desligado.
Para quantas placas ele serve?
A regra de projeto é: corrente do disjuntor ≥ 1,25 × Isc da string. Ao mesmo tempo, ela não pode passar da corrente máxima de fusível em série que vem na etiqueta da placa. A tensão de circuito aberto da string, corrigida para o frio (Voc × 1,1), tem de ficar abaixo dos 500 V CC dos dois polos.
| Ponto do circuito | Corrente de projeto | Proteção |
|---|---|---|
| String de placas de 585 W (Isc perto de 14 A) até o controlador | 1,25 × 14 = 17,5 A | Este C60H-DC 2P 20 A |
| Duas strings em paralelo | 17,5 A por string | Um C60H-DC 20 A por string |
| Placas Intelbras EMST 160 M (Isc 8,83 A) | 1,25 × 8,83 ≈ 11 A | C60H-DC 20 A ou um de 16 A da mesma linha |
| Controlador de 40 A até a bateria | 40 a 50 A | Fusível de 50 a 80 A ou disjuntor CC de 63 A junto do borne + |
| Bateria de 12 V até inversor de 1.500 W | 1.500 ÷ (12 × 0,89) ≈ 140 A | Fusível ANL/NH de cerca de 175 A ou disjuntor CC de caixa moldada |
| Bateria de 24 V até inversor de 3.500 W | 3.500 ÷ (24 × 0,90) ≈ 162 A | Fusível ANL/NH de cerca de 200 A ou disjuntor CC de caixa moldada |
Placa bifacial ou acima de 600 W pode ter Isc acima de 16 A; aí 1,25 × Isc passa de 20 A, e o certo é o de 25 ou 32 A da mesma família. Com uma ou duas strings, a corrente de falta que uma string recebe da outra é pequena, e o papel principal deste disjuntor é de chave: ele abre o circuito sob carga sem arco.
E a proteção da bateria e do inversor?
É o ponto que mais se erra. A bateria é a fonte de corrente mais perigosa do sistema: num curto, ela despeja milhares de ampères em milissegundos (a Moura Solar 12MS111 tem 2.516 A de corrente de curto). A proteção precisa ficar colada no borne positivo, para que um curto em qualquer ponto do cabo seja interrompido.
A conta da corrente do inversor é potência ÷ (tensão da bateria × eficiência). O EPEVER IPower-Plus IP1500-12, a 1.500 W em 12 V, puxa uns 140 A; com a folga de 1,25, fusível de uns 175 A. O IP3000-22 em 24 V dá a mesma faixa (3.000 ÷ (24 × 0,90) ≈ 139 A), e o híbrido EPEVER HP3522, uns 162 A. O cabo segue o fusível: pela tabela da Condumax, o cabo solar de 35 mm² conduz 181 A protegido do sol a 30 °C. Para o controlador de 40 A, como o EPEVER Tracer4210AN G3, o manual pede cabo de 16 mm² e fusível de 50 a 80 A na bateria; o C60H-DC de 63 A, da mesma família deste, também serve ali.
Como instalar no quadro CC?
- Quadro próprio, em lugar abrigado. O disjuntor trabalha de -25 °C a 70 °C, mas não é à prova d'água: vai num quadro de sobrepor com trilho DIN, perto do controlador.
- Positivo e negativo das placas, cada um num polo. Os dois polos abrem juntos, e a string fica isolada dos dois lados.
- Polaridade e entrada certas. Siga as marcações de + e − e o esquema da Schneider para o lado da fonte.
- Aperto de 2,5 N·m. Terminal frouxo em CC esquenta. Com cabo flexível de 6 mm², use terminal tubular (ponteira) crimpado.
- Etiquete. "Placas solares: CC, até X V". Quem vier depois precisa saber o que desliga o quê.
Vale a pena?
Por uns R$ 420, é caro para um disjuntor de 20 A, mas a ficha é completa, a norma é a IEC 60947-2 para CC e a garantia contratual é de 18 meses. Disjuntor CC não entra no registro do Inmetro para energia solar. No Mercado Livre também aparece o C60H-DC de 1 polo, de 250 V CC: para strings em série, fique com o de 2 polos e 500 V. Há alternativas nacionais de 500 V CC em 2 polos, como a linha ND-2C da Metaltex, com capacidade de interrupção menor (6 kA). Para dimensionar o sistema inteiro, veja o guia de kit solar off-grid.
Perguntas frequentes
Posso usar disjuntor de corrente alternada nas placas solares?
Não. Em corrente contínua o arco não se apaga sozinho, e o disjuntor CA pode não abrir o circuito. Use um disjuntor marcado em V CC.
Qual disjuntor usar para placa de 585 W?
Com Isc perto de 14 A, 1,25 × 14 = 17,5 A: o C60H-DC 2P de 20 A atende, desde que a etiqueta da placa permita fusível de 20 A ou mais.
Que proteção vai entre a bateria e o inversor?
Fusível ANL ou NH, ou disjuntor CC de caixa moldada, para 1,25 vez a corrente do inversor, junto do borne positivo. Um inversor de 1.500 W em 12 V pede uns 175 A.
O disjuntor CC tem lado certo para ligar?
Sim. O C60H-DC tem polaridade marcada e esquema de ligação; ligado ao contrário, pode não extinguir o arco.
Pontos fortes
- Feito para CC, ensaiado pela IEC 60947-2
- 500 V CC em 2 polos, apto para seccionamento
- Bloqueio por cadeado na posição desligado
- Ficha oficial completa e 18 meses de garantia
Pontos de atenção
- Só para o lado das placas, não para a bateria
- Tem polaridade: siga a marcação + e −
- Isc acima de 16 A pede o de 25 ou 32 A
- Caro para um disjuntor de 20 A
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Fontes e normas
Guias para decidir
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