
Controlador de carga · EPEVER
EPEVER Tracer4210AN G3: o controlador MPPT de 40 A para sistema off-grid de 12 e 24 V, analisado
O controlador que fica entre os painéis e a bateria num sistema isolado da rede. Aceita painel de até 100 V, carrega chumbo-ácido e lítio e tem display. Pede ambiente seco: é IP30.
nota da análise
Ficha técnica
- Tensão nominal da bateria
- 12/24 Vcc (reconhecimento automático; com lítio não reconhece automaticamente)
- Corrente nominal de carga
- 40 A
- Corrente nominal de descarga (saída de carga)
- 40 A
- Faixa de tensão de trabalho do controlador
- 8 a 31 V
- Tensão máxima de circuito aberto do painel (Voc)
- 100 V (na menor temperatura ambiente de operação); 92 V (a 25 °C)
- Faixa de tensão MPPT
- (tensão da bateria + 2 V) a 72 V
- Potência nominal de carga
- 520 W em 12 V; 1.040 W em 24 V
- Eficiência de rastreamento MPPT
- acima de 99,5%
- Eficiência máxima de conversão CC/CC
- 98%
- Autoconsumo (perdas estáticas)
- ≤ 8 mA (12 V); ≤ 5 mA (24 V)
- Queda de tensão no circuito de descarga
- ≤ 0,23 V
- Compensação de temperatura
- -3 mV/°C/2 V (padrão; 0 com lítio)
- Tipos de bateria
- Selada (padrão), Gel, Inundada (FLD), LiFePO4 (4S/12 V; 8S/24 V), Li(NiCoMn)O2 (3S/12 V; 6S/24 V; 7S/24 V) e Usuário
- Aterramento
- Negativo comum
- Comunicação
- RS485 (RJ45, 5 Vcc/200 mA), protocolo Modbus; módulos opcionais Wi-Fi, 4G ou Bluetooth
- Display
- LCD com retroiluminação (padrão 60 s, ajustável de 0 a 999 s)
- Temperatura de operação
- -25 °C a +45 °C (100% de carga)
- Temperatura de armazenamento
- -20 °C a +70 °C
- Umidade relativa
- < 95% (sem condensação)
- Grau de proteção
- IP30
- Dimensões (C x L x A)
- 252 x 180 x 63 mm
- Furação de fixação
- 204 x 171 mm, furos Φ5 mm
- Bornes / cabo recomendado
- 6 AWG (16 mm²)
- Peso líquido
- 1,65 kg
Dados da ficha oficial do fabricante: fonte. Confira a voltagem e a versão no anúncio antes de comprar.
O EPEVER Tracer4210AN G3 é um controlador de carga solar MPPT de 40 A para sistemas isolados da rede (off-grid) de 12 ou 24 V. Ele aceita painéis com tensão de circuito aberto de até 92 V a 25 °C, carrega baterias de chumbo-ácido (selada, gel e ventilada) e de lítio (LiFePO4 e NMC), e converte com eficiência de até 98%. Na prática, ele aproveita até 520 W de painéis num banco de 12 V e até 1.040 W num de 24 V. Serve para sítio, chácara, casa de praia ou bomba sem rede elétrica. Não serve para ficar ao tempo: é IP30, só para lugar seco e abrigado. A ficha não informa a garantia nem registro no Inmetro.
Para que serve um controlador MPPT?
O painel solar e a bateria não falam a mesma língua. Um módulo de 60 células trabalha perto de 30 V; uma bateria de 12 V aceita uns 14 V na carga. Um controlador simples (PWM) liga o painel na bateria e joga fora a diferença de tensão. O MPPT, que significa rastreamento do ponto de máxima potência, procura o par de tensão e corrente em que o painel rende mais e converte esse excedente de tensão em corrente extra para a bateria. A EPEVER declara mais de 99,5% de acerto no rastreamento e até 98% de eficiência na conversão. Ganha mais quanto maior a diferença entre a tensão do painel e a da bateria.
Ele também protege a bateria: corta a carga quando ela está cheia, corta a saída de consumo quando ela desce demais e ajusta a tensão pela temperatura.
Por que o simulador de energia solar não serve aqui?
O simulador de energia solar do site calcula um sistema on-grid: placas ligadas à rede da distribuidora, sem bateria, em que a energia que sobra de dia vira crédito na conta pela Lei 14.300. Ali não existe controlador de carga, e sim um inversor que injeta na rede. No off-grid, a bateria é o seu "crédito": tudo o que a casa usa à noite tem de caber nela, e o painel tem de recarregá-la todo dia. A conta é outra, de watts-hora por dia, autonomia e profundidade de descarga. Por isso, não embutimos o simulador nesta página. A conta certa está abaixo e no guia de energia solar off-grid.
Quantos painéis ele aceita?
Dois limites mandam: a potência e a tensão.
- Potência: 40 A de carga dão 520 W de painel em 12 V e 1.040 W em 24 V. Com mais painel, o controlador limita a corrente e a sobra se perde, mas ajuda nos dias nublados.
- Tensão: a soma da tensão de circuito aberto (Voc) dos módulos em série não pode passar de 92 V a 25 °C. No frio, a Voc sobe, e o limite absoluto é 100 V na menor temperatura de operação.
A tabela do manual traduz isso em módulos:
| Tipo de módulo | Voc típico | 12 V: máximo / melhor | 24 V: máximo / melhor |
|---|---|---|---|
| 36 células | menos de 23 V | 4 / 2 | 4 / 3 |
| 48 células | menos de 31 V | 2 / 1 | 2 / 2 |
| 54 células | menos de 34 V | 2 / 1 | 2 / 2 |
| 60 células | menos de 38 V | 2 / 1 | 2 / 2 |
| 72 células | menos de 46 V | 2 / 1 | 2 / 1 |
| 96 células | menos de 62 V | 1 / 1 | 1 / 1 |
Leia a Voc na etiqueta do seu módulo, não no anúncio. O erro clássico é ligar em série dois módulos grandes de telhado, de 144 meias-células, cuja Voc costuma passar de 46 V: dois deles somam mais de 92 V e queimam o controlador numa manhã fria. Nesse caso, ligue-os em paralelo, respeitando a corrente.
A conta de um sistema de 12 V
Com 520 W de painel, 4,5 horas de sol pleno por dia e 20% de perdas, o sistema produz 520 × 4,5 × 0,8 ≈ 1,9 kWh por dia. Para guardar isso numa bateria de chumbo-ácido que a fabricante prefere descarregar só 30% por ciclo, como a Moura Solar 12MS111, são 1,9 kWh ÷ 0,3 ≈ 6,3 kWh de banco, ou umas cinco baterias de 105 Ah em paralelo. Com uma bateria só, o controlador está superdimensionado, e tudo bem: ele limita a carga pela tensão. Num banco de 24 V, a mesma corrente aproveita o dobro de painel.
Como instalar sem queimar nada?
- Lugar seco, ventilado e na sombra. 150 mm livres acima e abaixo para o ar circular. Nunca numa caixa fechada com bateria ventilada, que solta gás explosivo na carga.
- Cabos de 16 mm² (6 AWG) no painel, na bateria e na carga, com disjuntor de 63 A/125 V bipolar. O cabo da bateria deve ter até 3 m.
- Fusível rápido na bateria, de 1,25 a 2 vezes a corrente nominal: de 50 a 80 A.
- Ordem de ligação: primeiro a bateria, depois a carga, por último o painel. Para desligar, o inverso.
- Escolha o tipo de bateria no display. Com lítio, ele não reconhece 12 ou 24 V sozinho: ajuste à mão.
Custo de uso e pontos fracos
O autoconsumo é de até 8 mA em 12 V, uns 2,3 Wh por dia, desprezível. A porta RS485 com Modbus permite monitorar pelo celular, mas Wi-Fi, 4G e Bluetooth dependem de adaptador vendido à parte. Os pontos fracos: IP30, garantia não informada pela EPEVER no manual e nenhum registro no Inmetro na ficha. No mercado convivem a versão antiga, sem G3, e a G3; confira no anúncio e na etiqueta.
Perguntas frequentes
Quantos watts de placa no controlador de 40 A?
No Tracer4210AN G3, até 520 W em 12 V e 1.040 W em 24 V. Mais que isso, ele limita a carga.
Posso ligar placas em série no EPEVER 4210AN?
Sim, desde que a soma das Voc fique abaixo de 92 V a 25 °C. Dois módulos de 60 células cabem; três, não.
O EPEVER Tracer4210AN G3 funciona com bateria de lítio?
Sim, tem perfis para LiFePO4 (4S em 12 V, 8S em 24 V) e NMC. Com lítio, a tensão do sistema precisa ser escolhida à mão.
Posso instalar o controlador do lado de fora?
Não. Ele é IP30: precisa de lugar seco, abrigado da chuva e do sol direto.
Pontos fortes
- Aceita painel em série até 92 V de Voc
- Perfis para chumbo-ácido e lítio
- Display e porta RS485 com Modbus
- Autoconsumo baixo e até 98% de eficiência
Pontos de atenção
- IP30: só em lugar seco e abrigado
- Garantia e registro Inmetro não informados
- Wi-Fi e Bluetooth com adaptador à parte
- Versão antiga e G3 convivem no mercado
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Fontes e normas
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