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Controlador de Carga Solar MPPT EPEVER Tracer4210AN G3 40 A 12/24 V (PV até 100 V)

Controlador de carga · EPEVER

EPEVER Tracer4210AN G3: o controlador MPPT de 40 A para sistema off-grid de 12 e 24 V, analisado

O controlador que fica entre os painéis e a bateria num sistema isolado da rede. Aceita painel de até 100 V, carrega chumbo-ácido e lítio e tem display. Pede ambiente seco: é IP30.

6,6/10
nota da análise
a partir deR$ 911Mercado Livre · lido em 23/10/2026Ver preço no Mercado Livre

Ficha técnica

Tensão nominal da bateria
12/24 Vcc (reconhecimento automático; com lítio não reconhece automaticamente)
Corrente nominal de carga
40 A
Corrente nominal de descarga (saída de carga)
40 A
Faixa de tensão de trabalho do controlador
8 a 31 V
Tensão máxima de circuito aberto do painel (Voc)
100 V (na menor temperatura ambiente de operação); 92 V (a 25 °C)
Faixa de tensão MPPT
(tensão da bateria + 2 V) a 72 V
Potência nominal de carga
520 W em 12 V; 1.040 W em 24 V
Eficiência de rastreamento MPPT
acima de 99,5%
Eficiência máxima de conversão CC/CC
98%
Autoconsumo (perdas estáticas)
≤ 8 mA (12 V); ≤ 5 mA (24 V)
Queda de tensão no circuito de descarga
≤ 0,23 V
Compensação de temperatura
-3 mV/°C/2 V (padrão; 0 com lítio)
Tipos de bateria
Selada (padrão), Gel, Inundada (FLD), LiFePO4 (4S/12 V; 8S/24 V), Li(NiCoMn)O2 (3S/12 V; 6S/24 V; 7S/24 V) e Usuário
Aterramento
Negativo comum
Comunicação
RS485 (RJ45, 5 Vcc/200 mA), protocolo Modbus; módulos opcionais Wi-Fi, 4G ou Bluetooth
Display
LCD com retroiluminação (padrão 60 s, ajustável de 0 a 999 s)
Temperatura de operação
-25 °C a +45 °C (100% de carga)
Temperatura de armazenamento
-20 °C a +70 °C
Umidade relativa
< 95% (sem condensação)
Grau de proteção
IP30
Dimensões (C x L x A)
252 x 180 x 63 mm
Furação de fixação
204 x 171 mm, furos Φ5 mm
Bornes / cabo recomendado
6 AWG (16 mm²)
Peso líquido
1,65 kg

Dados da ficha oficial do fabricante: fonte. Confira a voltagem e a versão no anúncio antes de comprar.

O EPEVER Tracer4210AN G3 é um controlador de carga solar MPPT de 40 A para sistemas isolados da rede (off-grid) de 12 ou 24 V. Ele aceita painéis com tensão de circuito aberto de até 92 V a 25 °C, carrega baterias de chumbo-ácido (selada, gel e ventilada) e de lítio (LiFePO4 e NMC), e converte com eficiência de até 98%. Na prática, ele aproveita até 520 W de painéis num banco de 12 V e até 1.040 W num de 24 V. Serve para sítio, chácara, casa de praia ou bomba sem rede elétrica. Não serve para ficar ao tempo: é IP30, só para lugar seco e abrigado. A ficha não informa a garantia nem registro no Inmetro.

Para que serve um controlador MPPT?

O painel solar e a bateria não falam a mesma língua. Um módulo de 60 células trabalha perto de 30 V; uma bateria de 12 V aceita uns 14 V na carga. Um controlador simples (PWM) liga o painel na bateria e joga fora a diferença de tensão. O MPPT, que significa rastreamento do ponto de máxima potência, procura o par de tensão e corrente em que o painel rende mais e converte esse excedente de tensão em corrente extra para a bateria. A EPEVER declara mais de 99,5% de acerto no rastreamento e até 98% de eficiência na conversão. Ganha mais quanto maior a diferença entre a tensão do painel e a da bateria.

Ele também protege a bateria: corta a carga quando ela está cheia, corta a saída de consumo quando ela desce demais e ajusta a tensão pela temperatura.

Por que o simulador de energia solar não serve aqui?

O simulador de energia solar do site calcula um sistema on-grid: placas ligadas à rede da distribuidora, sem bateria, em que a energia que sobra de dia vira crédito na conta pela Lei 14.300. Ali não existe controlador de carga, e sim um inversor que injeta na rede. No off-grid, a bateria é o seu "crédito": tudo o que a casa usa à noite tem de caber nela, e o painel tem de recarregá-la todo dia. A conta é outra, de watts-hora por dia, autonomia e profundidade de descarga. Por isso, não embutimos o simulador nesta página. A conta certa está abaixo e no guia de energia solar off-grid.

Quantos painéis ele aceita?

Dois limites mandam: a potência e a tensão.

  • Potência: 40 A de carga dão 520 W de painel em 12 V e 1.040 W em 24 V. Com mais painel, o controlador limita a corrente e a sobra se perde, mas ajuda nos dias nublados.
  • Tensão: a soma da tensão de circuito aberto (Voc) dos módulos em série não pode passar de 92 V a 25 °C. No frio, a Voc sobe, e o limite absoluto é 100 V na menor temperatura de operação.

A tabela do manual traduz isso em módulos:

Módulos em série no Tracer4210AN G3, pela tabela do manual (condição padrão de teste, 25 °C)
Tipo de móduloVoc típico12 V: máximo / melhor24 V: máximo / melhor
36 célulasmenos de 23 V4 / 24 / 3
48 célulasmenos de 31 V2 / 12 / 2
54 célulasmenos de 34 V2 / 12 / 2
60 célulasmenos de 38 V2 / 12 / 2
72 célulasmenos de 46 V2 / 12 / 1
96 célulasmenos de 62 V1 / 11 / 1

Leia a Voc na etiqueta do seu módulo, não no anúncio. O erro clássico é ligar em série dois módulos grandes de telhado, de 144 meias-células, cuja Voc costuma passar de 46 V: dois deles somam mais de 92 V e queimam o controlador numa manhã fria. Nesse caso, ligue-os em paralelo, respeitando a corrente.

A conta de um sistema de 12 V

Com 520 W de painel, 4,5 horas de sol pleno por dia e 20% de perdas, o sistema produz 520 × 4,5 × 0,8 ≈ 1,9 kWh por dia. Para guardar isso numa bateria de chumbo-ácido que a fabricante prefere descarregar só 30% por ciclo, como a Moura Solar 12MS111, são 1,9 kWh ÷ 0,3 ≈ 6,3 kWh de banco, ou umas cinco baterias de 105 Ah em paralelo. Com uma bateria só, o controlador está superdimensionado, e tudo bem: ele limita a carga pela tensão. Num banco de 24 V, a mesma corrente aproveita o dobro de painel.

Como instalar sem queimar nada?

  1. Lugar seco, ventilado e na sombra. 150 mm livres acima e abaixo para o ar circular. Nunca numa caixa fechada com bateria ventilada, que solta gás explosivo na carga.
  2. Cabos de 16 mm² (6 AWG) no painel, na bateria e na carga, com disjuntor de 63 A/125 V bipolar. O cabo da bateria deve ter até 3 m.
  3. Fusível rápido na bateria, de 1,25 a 2 vezes a corrente nominal: de 50 a 80 A.
  4. Ordem de ligação: primeiro a bateria, depois a carga, por último o painel. Para desligar, o inverso.
  5. Escolha o tipo de bateria no display. Com lítio, ele não reconhece 12 ou 24 V sozinho: ajuste à mão.

Custo de uso e pontos fracos

O autoconsumo é de até 8 mA em 12 V, uns 2,3 Wh por dia, desprezível. A porta RS485 com Modbus permite monitorar pelo celular, mas Wi-Fi, 4G e Bluetooth dependem de adaptador vendido à parte. Os pontos fracos: IP30, garantia não informada pela EPEVER no manual e nenhum registro no Inmetro na ficha. No mercado convivem a versão antiga, sem G3, e a G3; confira no anúncio e na etiqueta.

Perguntas frequentes

Quantos watts de placa no controlador de 40 A?

No Tracer4210AN G3, até 520 W em 12 V e 1.040 W em 24 V. Mais que isso, ele limita a carga.

Posso ligar placas em série no EPEVER 4210AN?

Sim, desde que a soma das Voc fique abaixo de 92 V a 25 °C. Dois módulos de 60 células cabem; três, não.

O EPEVER Tracer4210AN G3 funciona com bateria de lítio?

Sim, tem perfis para LiFePO4 (4S em 12 V, 8S em 24 V) e NMC. Com lítio, a tensão do sistema precisa ser escolhida à mão.

Posso instalar o controlador do lado de fora?

Não. Ele é IP30: precisa de lugar seco, abrigado da chuva e do sol direto.

Pontos fortes

  • Aceita painel em série até 92 V de Voc
  • Perfis para chumbo-ácido e lítio
  • Display e porta RS485 com Modbus
  • Autoconsumo baixo e até 98% de eficiência

Pontos de atenção

  • IP30: só em lugar seco e abrigado
  • Garantia e registro Inmetro não informados
  • Wi-Fi e Bluetooth com adaptador à parte
  • Versão antiga e G3 convivem no mercado

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Fontes e normas

  1. EPEVER, manual Tracer-AN G3 Series (EN V2.4)
  2. Moura, Manual Técnico Moura Solar Série MS v1.5 (30/06/2025)